Palácios do Renascimento

O nosso objetivo é analisar as características e técnicas construtivas utilizadas na construção de três palácios renascentistas, localizadas em Florença, capital da Toscana, região central da Itália e também comentar a história e o papel das famílias que encomendaram esses projetos.

Introdução

Com o fim da Idade Média e o início da idade moderna houve o surgimento dos burgueses, comerciantes que juntaram grande quantia em dinheiro e começaram a investir nas artes e nos pintores. A relação entre o artista e eles podia ser considerada como uma relação social, na qual o cliente encomendava, fornecia o dinheiro e às vezes os materiais e decidia como usar a obra feita pelo pintor, sempre seguindo as regras e ideologias das instituições da época, como a igreja.

Através de alguns documentos como cartas e contratos é possível ver essa relação. O pintor assim que recebia uma encomenda, assinava junto com o contratante um documento com todas as informações pertinentes ao trabalho, como o prazo e pagamento, além de conter também um desenho do que seria realizado. Os contratos variavam um pouco de um para outro, mas de modo geral apresentavam basicamente isso.

Nos anos de 1410 era muito importante pensar nas cores, mas com o passar do tempo essa preocupação com elas deixou de ser algo tão significativo e sua importância passa para a habilidade do pintor. Se hábil, o artista poderia representar cores ricas sem se quer utilizá-las, e foi então que essa característica começou a ganhar importância. Essa nova maneira de pensar passou a valorizar o talento dos artistas e arquitetos, que consequentemente passaram a ser avaliados pelos seus feitos individualmente.

Palácio Davanzati

– História

O Palácio Davanzati cujo nome advém da família de um de seus proprietários, é um edifício que foi construído com base nas casas-torres pela família Davizzi, por volta dos anos de 1300 e 1578 em Florença. Ele foi comprado pela família Davanzati, que ficou com ele em posse até que Carlo, o último membro da família cometeu suicídio. Eles moraram no mesmo até o ano de 1838. O brasão que o palácio pertence exclusivamente à família Davanzati.

– Importância dentro do conjunto urbanístico

Esta residência exerce grande importância na arquitetura em Florença, pois marca a mudança do “estilo” Casa-Torre para o Palácio Renascentista. A diferença entre eles esta no fato de que as casas-torres eram construções fortificadas que representavam as formas de construções mais usadas na Idade Média.

O Palácio está localizado na Via di Porta Rossa, cercado de outros edifícios está próximo a construções importantes como a catedral de Santa Maria Del Fiore e aos palácios de Médici e Rucellai.

Planta Palácio Davanzati e Localização
– Técnicas Construtivas e Arquitetônicas

Analisando o edifício pelo lado de fora, pode-se notar um extenso pedaço de metal de lado a lado na fachada, que foi utilizado como gancho para pendurar gaiolas de pássaros, muitas vezes animais excêntricos, um sinal de poder dos moradores do palácio.

Fachada do Palácio Davanzati

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Há também pequenos ganchos que serviam para colocar os chamados “drappi”, tecidos bordados com cores intensas para os dias de festa. Esse mesmo local ainda possuía ganchos para apoiar as tochas, que serviam como lâmpadas das ruas na época.

O térreo funcionava como uma “botega”, ou seja, um local de venda da família, onde se podia entrar até mesmo montado em um cavalo. Toda a água da chuva daquela época era captada e levada até um poço subterrâneo. E através de um pequeno “elevador” era feito o transporte da água a todos os andares do palácio.

O palácio possuía aposentos com uma variada quantidade de móveis, todo este mobiliário avivava e acrescentava uma inestimável coleção de rendas da tradição artesanal toscana. Além disso, os diversos quartos em seus três andares possuía cada um sua própria decoração.

Interior do quarto principal

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Em seu interior ainda é possível notar dois quadrados de madeira no chão da sala de estar, que quando levantadas, mostram o andar debaixo. Esse espaço servia como esconderijos em época de guerra e batalhas.

As paredes no interior da residência eram decoradas com tapetes ornamentados, que eram chamados de “arrazi”. Os “arrazi” também tinham a função de “aquecedores” no inverno. Por baixo desses “arrazi” foram encontrados escritos e desenhos feitos pelos moradores do palácio na época que ali habitavam, estes desenhos marcavam datas significativas.

Outro cômodo do palácio que se pode ressaltar é o banheiro medieval. Este banheiro era nada mais que um poço, que após o uso era tampado com um pedaço de madeira para evitar o odor. Era posicionado perto da janela, pois no período da noite quando a luz parava de funcionar, algo bastante comum na época, eles jogavam os restos do dia pela janela.

Assim como os quartos as salas também apresentavam ricos ornamentos como afrescos, as salas mais famosas da casa são: A Sala dos Papagaios (Sala dei Pappagalli) e a Sala dos Pavões (Sala dei Pavoni).

O último andar do palácio abriga a cozinha com a lareira. Este estranho hábito de se colocar a cozinha no último andar, se deve ao constante risco de incêndio por causa do uso de madeira na lareira. Desse modo, a cozinha feita naquele local prevenia a perda do restante da casa em caso de incêndio.

O palácio foi restaurado e mobiliado no ano de 1904, por Elia Volpi que havia o comprado e transformado de um palácio em um museu da típica casa florentina.

Apesar de ter sido restaurado em 1904 só foi aberto para visitação do público no ano de 1910, porém o museu acabou se arruinando e teve sua mobília totalmente vendida. Assim, no ano de 1951 o estado da Itália tomou posse do palácio e o tornou no famoso Museo della Casa Fiorentina Antica, que foi reinaugurado em 1956 e funciona até os dias de hoje.

Atualmente pode ser visto no palácio obras de grande valor cultural como a escultura da Madonna col Bambino de Filippo Brunelleschi e a Virgem da Misericórdia (Virgine dela Misericordia) vinda do atelier de Della Robbia.

Palácio Médici Riccardi

– História

Durante o renascimento, o sistema de mecenato foi extremamente importante para a difusão da arte e da arquitetura pela Europa, principalmente na Itália. Em Florença a principal família que patrocinava artistas e arquitetos era a família Médici. Provavelmente a origem da Família Médici iniciou-se em Mugello, região ao norte de Florença, no fim do século XIV e início do século XV. O primeiro Médici a ter um papel importante na história foi Giovanni di Bicci, responsável pela criação do Banco Mediceu.

Mas é em 1434 que essa família começa realmente a exercer seu poder sobre a cidade de Florença. Segundo Pinzani (2004, pag.10), Cosimo Il Vecchio, filho de Giovanni, e seu neto Lorenzo Il Magnifico foram responsáveis por uma política pacificadora. Na época a Itália enfrentava momentos difíceis, já que a maioria dos Estados que formavam a península estavam lutando uns contra os outros para obter maior domínio.

Apesar de criarem essa rede de aliança entre os Estados que estavam em frequente embate, os Médici não chegaram a ter diretamente o poder da cidade em suas mãos, pelo menos não oficialmente. Eles sempre procuravam possuir o maior número de aliados e ter o povo ao seu favor. Um exemplo foi a emboscada feita por membros da família Pazzi contra Lorenzo e seu irmão, que acabou sendo morto, o que ocasionou uma revolta na cidade que fortaleceu o poder da família.

Eles foram profundos incentivadores das artes, Cosimo foi o fundador da Academia Platônica, que resultou no aprofundamento dos conhecimentos sobre Platão no Renascimento. Também incentivou a construção de palácios e Igrejas. Já seu neto, Lorenzo, possuía contato com diversos artistas, patrocinando e protegendo vários deles, tais como Michelangelo, Leonardo da Vinci, Botticelli e Brunelleschi.

Como dito, Cosimo mandou construir palácios e igrejas, e um desses palácios é o Palácio Médici Riccardi, construído em meados do século XV, um pouco após a volta do banqueiro para Florença. De principio ele seria construído por Brunelleschi, arquiteto que venceu um concurso em 1418 para construir a cúpula da Catedral Santa Maria Del Fiore. Porém Cosimo achou o projeto de Brunelleschi extremamente luxuoso, e a família preferia manter uma aparência discreta. Com um projeto muito mais simples e modesto, Michelozzo di Bartolommeo foi o arquiteto responsável pelo Palácio.

Segundo o Site Oficial (2016), em 1659 os Médici venderam o edifício para a Família Riccardi, por isso ele é chamado de Palácio Médici Riccardi. Antes da venda os Médici já não moravam mais lá, porque em meados do século XVI se mudaram para o Palácio Vecchio, também em Florença.

Depois de passar para domínio dos Riccardi, o edifício sofreu algumas alterações seguindo o estilo que era popular no século XVII, o Barroco. Hoje o Palácio é um museu que abriga mais de quatro séculos da história da arte e arquitetura de Florença, além das Bibliotecas Moreniana e Riccardiana.

– Importância Dentro do Conjunto Urbanístico

O Palácio Médici Riccardi fica em Florença, capital da região da Toscana. Sua fachada principal fica voltada para a Via Camillo Cavour (antiga Via Larga), a fachada lateral para a Via L. Gori e seu jardim para a Via de’ Ginori.

Vista aérea do Palácio Médici e seus arredores

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Ele está localizado próximo de duas outras importantes construções florentinas, a Catedral Santa Maria Del Fiori e a Basílica de São Lourenço. Ambas passaram por intervenções do arquiteto Felippo Brunellesqui.

Além de estar localizado em uma área extremamente importante de Florença, o Palácio representa não só a relação do edifício com todo o conjunto arquitetônico a sua volta. Também representava a relação entre os habitantes dele com os cidadãos Florentinos da época. Um banco contornando o palácio foi feito com o objetivo de demonstrar o reconhecimento da família pelo povo, mostrando que até mesmo em sua casa eles se lembravam dos moradores da cidade. Uma boa estratégia para aumentar a popularidade dos Médici.

– Técnicas Construtivas e Arquitetônicas

Um dos principais exemplares da arquitetura civil renascentista é o Palácio Médici Riccardi. Ele respeita os ideais de uma construção renascentista que Summerson (2009, pag. 03-38) fala nos dois primeiros capítulos do seu livro. Para um prédio ser considerado clássico ele deve possuir a harmonia dada pela proporção e aplicar as ordens clássicas. Nesse caso as ordens são usadas nas cornijas da parte externa e interna do palácio.

Representação das Ordens utilizadas nas cornijas da parte Externa e Interna

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Observando a fachada e as ordens utilizadas, percebe-se que o edifício usa um artifício que aparece em um anfiteatro romano extremamente importante no classicismo. A sobreposição de ordens, começando da Dórica, passando pela Jônica e por fim pela Coríntia foi usada no Coliseu de Roma. Michelozzo deve ter se inspirado nela para fazer as fachadas e o pátio central do Palácio.

Outra técnica muito usada no Renascimento que está presente no projeto de Michelozzo é a rusticação. A rusticação é feita com pedras não lavradas, dando um aspecto mais pesado para o projeto. Na fachada ele relaciona essa técnica com a sobreposição das ordens. Na ordem Dórica, utilizada no térreo, ele emprega as pedras não lavradas, no andar que faz uso da ordem Jônica ele emprega pedras almofadadas e no último, obviamente Coríntio, as pedras são lisas.

Fachada Principal do Palácio

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No seu interior destaca-se o pátio central, que faz a distribuição para a maioria dos cômodos da casa. Diferente das paredes do exterior com ar mais sóbrio, as paredes desse pátio são mais ornamentadas e há a presença de uma colunata que circunda todo esse espaço na parte inferior, cada lado dessa colunata é delimitado por quatro colunas com capitéis coríntios. O corredor que fica ao redor desse pátio possui tetos abobadados e as janelas do segundo andar do interior são iguais com as janelas do segundo e terceiro andar das fachadas. À cima da colunata existe um friso onde foram colocados doze medalhões feitos por Donatello, três de cada lado, inspirados em antigas pedras que os Médici colecionavam. O resto dele e o friso do segundo andar são feitos pela técnica de grafite monocromático.

Pátio Central

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Tanto no pátio como no interior do palácio é utilizada a Pietra Serena como complemento da decoração. No pátio, por exemplo, ela está presente nas colunas, nos brasões localizados nas paredes e em outros detalhes. No interior podemos vê-la empregada nas pilastras, arcos, escadas e em vários outros lugares.

Um cômodo que merece destaque nesse palácio é a Capela dos Três Reis Magos, que foi permitida pelo Papa Martino V em 1442. Ela é formada por dois quartos, um maior e um menor, separados apenas por um degrau. O menor é onde fica o altar e é conhecido como Scarcella. A maioria das paredes possui afrescos com o tema da Cavalgada dos Reis Magos a Belém, e foram feitos por Benozzo Gozzoli.

Capela dos Três Reis Magos

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O site oficial do Palácio (2016) diz que ele sofreu algumas alterações quando passou para a Família Riccardi, mas elas seguiram o estilo Barroco. Seu jardim também foi alterado durante o século XX, mas seguindo ideais Renascentistas para abrigar as esculturas do atual museu.

Palácio Rucellai

– História

Após a construção do Palácio Médici houve um surto de construções de palácios, e a poucas quadras de distância dele outra rica família florentina erguia sua residência nos moldes clássicos de construção da época, os Rucellai.

Importante nome durante o Renascimento, Giovanni di Paollo Rucellai era pertencente a uma rica família de comerciantes fabricantes de lã em Florença que também participou da vida política durante o governo dos Médici, mas que não seguiu na área, contudo se tornou amigo de Cosimo de Médici.

Giovanni Rucellai foi responsável por várias contribuições nas construções da região de Florença, como a igreja San Pancrazio e a fachada de mármore da igreja de Santa Maria Novella. Assim como a família Médici, sua família foi importante na prática de mecenato nesta região da Itália. Apesar de suas contribuições na arquitetura de Florença, Giovanni Rucellai é lembrado principalmente pela construção do Palácio Rucellai encomendado a Alberti.

Junto à construção do Palácio que seria sua residência, Giovanni Rucellai demoliu os edifícios em frente ao seu para a construção da sua praça familiar, intitulada Piazza de Rucellai, que também abriga a Loggia Rucellai.

A data em que se inicia a construção do Palácio é incerta, mas acredita-se que tenha sido por volta de 1446 a 1451. Sua semelhança com o Palácio Médici e a presença do símbolo desta família no Palácio Rucellai pode ser associada ao compromisso estabelecido entre os membros das duas famílias que mais tarde se tornaria em uma importante união da aristocracia florentina.

O artista responsável pela construção do Palácio foi Leon Battista Alberti, um homem do Renascimento, conhecedor de todas as áreas, escreveu sobre escultura, pintura e arquitetura. Traduziu o tratado de Vitrúvio e escreveu o seu próprio tratado de arquitetura “De re aedificatoria” em 1452. Ao assumir a construção do palácio Rucellai colocou em prática o que estava escrevendo em seu tratado e tornou o edifício em um novo estilo de palácio urbano representando o poder da família Rucellai na sociedade florentina. A construção projetada por Alberti iniciou sob a direção técnica de Bernado Rossellino seu discípulo.

– Importância Dentro do Conjunto Urbanístico

O Palácio Rucellai está localizado na Via della Vigna Nuova em Florença, Itália. Próximo ao Rio Arno, a construção é cercada por outros palácios importantes e grandes igrejas como a Basílica di Santa Maria Novella e a Catedral di Santa Maria Del Fiore.

Vista aérea do Piazza de’ Rucellai

Em sua construção o uso de banco ao redor da casa também foi utilizado, além de compor esteticamente também tinha a mesma função empregada no Palácio Médici.

Tanto o Palácio quanto a Loggia, a Piazza de modo geral, contribuíam para o embelezamento da cidade, um movimento no século XVI que despertou no povo um orgulho civil em tornar a cidade mais bonita.

– Técnicas Construtivas e Arquitetônicas

O desenho da fachada do palácio feito por Alberti era composto de três entradas, porém o projeto original não foi concluído e apenas 2/3 da proposta inicial foi concretizada. A fachada configura-se por apresentar três níveis de construção e uma sobreposição de ordens livremente modificadas, considerada uma referência ao Coliseu de Roma.

Fachada do Palácio Rucellai.

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Analisando a fachada do edifício a partir de sua base tem se que à nível do piso, no andar térreo do palácio, há um banco que contorna o perímetro da fachada atuando como uma espécie de estilóbata na composição final, este andar é ainda composto por duas entradas separadas proporcionalmente por pilastras de ordem toscana que encontram em seu topo um entablamento clássico dividindo o andar térreo do primeiro andar. Neste entablamento é possível notar a sequência de desenhos do símbolo da família Médici, formado por um anel de diamante com três penas emergindo dele, padrão decorativo escolhido para compor a divisão dos primeiros andares.

Erguendo-se a este entablamento a fachada do primeiro andar constitui-se em janelas formadas por arcos plenos, separados por pilastras de ordem jônica que encontram em seu topo o entablamento que divide este andar do segundo. Porém o motivo utilizado na decoração deste entablamento foi o do símbolo da própria família Rucellai, formados pelo desenho de velas ao vento.

E por último, a fachada do segundo andar é composta pelos mesmos ritmos e janelas do andar anterior, mas com pilastras de ordem coríntia e um entablamento que coroa o último andar do palácio.

Observando os capitéis das pilastras que compõe a fachada do palácio é possível notar a livre interpretação do autor, neste caso Alberti, ao projetá-las. Algo que era comum durante o renascimento, já que cabia ao observador fazer o apanhado daquilo que lhe parecia ser uma ordem ideal.

Comparação das ordens no Palácio Rucellai

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Apesar do uso de pilastras, o edifício é marcado por sua horizontalidade graças aos entablamentos que interrompem essas estruturas verticais. O classicismo não é notado somente nos elementos individuais da construção, mas na harmonia do conjunto alcançado pela proporção.

 Comparado ao Palácio Médici, seu exterior apesar de também ter se dividido em três níveis e utilizado a técnica de rusticação, é mais delicado e transmite uma sensação de leveza maior, além de ser mais claro devido ao uso da pedra arenito.

O interior do palácio foi remodelado e no centro foi construído um pátio cercado por uma arcada de colunas coríntias que é responsável pela integração dos cômodos da casa, assim como os átrios das residências romanas. Além disso, alguns cômodos da casa receberam afrescos em sua decoração. Só após a finalização das modificações internas que a fachada começou a ser construída.

Pátio interno do Palácio Rucellai

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Além da construção do Palácio Rucellai, Alberti também foi o responsável pela construção da Loggia, um espaço retangular aberto formado por arcos que são sustentados por colunas coríntias e decorados por pilastras coríntias em suas extremidades, está localizado em frente ao Palácio, na Piazza de Rucellai, um anexo dele.

Este espaço além de abrigar diversas funções na época, foi construído em celebração ao casamento do filho de Giovanni Rucellai, Bernardo, com a irmã mais velha de Lorenzo de Médici, Nannina de Médici no ano de 1466. Um acontecimento importante, pois se tratava da união de duas famílias florentinas poderosas.

Atualmente o Palácio é sede do Museu da História da Fotografia Fratelli Alinari e a Loggia foi fechada com telas de vidro e se tornou uma sapataria.

Loggia Rucellai

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Conclusão

Após analisar as características e técnicas construtivas utilizadas nas construções dos palácios, conhecer sobre suas histórias e entender a importância deles no conjunto urbanístico de Florença, pode se afirmar que o tanto o Palácio Médici, quanto o Rucellai e o Davanzati são construções que remontam a rica história de um povo e de um lugar durante o período do Renascimento, e que guardam em seu interior uma relação ainda maior, a do artista para com o seu cliente.

Apesar de se tratarem de palácios distintos, representam a mudança na mentalidade das pessoas durante aquele período, essa mudança já pode ser observada no fato do trabalho realizado pelo artista no período medieval não ser algo destacado, como se pode notar, o Palácio Davanzati é um trabalho de autor desconhecido, algo que muda no Renascimento onde há uma valorização individual no trabalho do artista.

Enquanto que o Palácio Davanzati marcava o fim de uma construção medieval, os palácios Médici e Rucellai representavam o auge do período renascentista, porém ambos exigiram de seu artista a genialidade de compor um edifício que mostrasse o poder e a riqueza que os proprietários tinham e exerciam na sociedade.

Fica claro que o papel do artista muda consideravelmente ao longo da história, apesar da importância que ele passa a ter, sua produção sempre estará subordinada aos desejos e necessidades de seus clientes.

 

Referências

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