Arquitetura colonial: Do Renascimento ao Neoclássico

Como vimos no post anterior de história, o Brasil não teve grandes exemplares de construção do estilo Renascentista e Maneirista, também denominados de estilo chão.

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Já falamos aqui no blog destes estilos quando eles foram desenvolvidos na Europa. Onde o Renascimento buscou resgatar os princípios greco-romanos considerados clássicos, enquanto que o Maneirismo veio para quebrar com estes princípios, sendo conhecido com um estilo “anticlássico”.

Esses dois estilos apesar de pouco difundidos no Brasil, são possíveis de serem notados em algumas construções pelas seguintes características que assumiram aqui.

Renascimento: Nave e capela-mor retangulares, frontão triangular, fachada retangular, de uma a três naves, de uma a duas torres laterais.

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Igreja Matriz dos Santos Cosme e Damião – PE

Maneirismo: Frontão triangular, três entradas, pináculos piramidais, fachada em formas geométricas, frontões adornados com volutas.

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Mosteiro de São Bento – RJ

Lembrando que essas características não são regras a todas as construções deste período.

O estilo que se desenvolveu em seguida foi o famoso Barroco, no Brasil aconteceu no século XVIII. Em resultado do movimento dos bandeirantes e do ciclo do ouro, outras formas de enriquecimento foram possíveis e novas regiões foram exploradas, o que fez do Rio de Janeiro a nova capital do país.

Nascido na Itália, o estilo Barroco foi criado por Bernini, Borromini e Pietro da Cortona, o contexto histórico do período em que a Europa estava inserida nesta época era o do Concilio de Trento e da Contrarreforma, movimento em resposta ao Protestantismo.

No Brasil, assim como os outros estilos arquitetônicos, o Barroco apresentou algumas características diferentes do Barroco europeu, o que fez com que este estilo se tornasse uma referência em nosso país.

Caracterizado pela sua emoção exagerada e dramaticidade, o Barroco brasileiro fez o uso de grandes escalas, formas complexas e efeitos teatrais. Devido ao grande volume de ouro encontrado na região de Minas Gerais, foi possível o financiamento de diversas igrejas neste estilo.

Um ponto interessante foi as peculiaridades que o Barroco apresentou no território mineiro como o uso da pedra-sabão, material característico da região, que era esculpida e adornava a fachada das igrejas, este trabalho contou com a participação de um importante artista brasileiro, o Aleijadinho.

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Santuário de Bom Jesus do Matosinho – MG / Barroco tardio

Com o fim do séc. XVIII e início do séc. XIX, se desenvolveu o estilo Rococó, com uma proposta em oposição ao exagero do barroco. As formas passam a ser mais fluídas e florais. O interior revestido de cores claras, curvas, design assimétrico e ouro. Em escala reduzida, delicado, porém alegre. Analisando as imagens a seguir, fica mais claro as características deste estilo.

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Igreja Nossa Senhora do Bonfin – BA

Em seguida o Neoclássico, buscou a “recuperação” do greco-romano, porém de forma diferente da praticada no Renascimento, já que se tratava de outro período e nesta época a Europa estava inserida na atmosfera da Revolução Industrial, da produção em massa e do iluminismo. Tendo como características básicas o uso de colunas, tímpanos e frontões.

No Brasil se desenvolveu no decorrer do século XIX, o país recebia nesta época não só um novo estilo como também novos habitantes, este período foi marcado pela vinda da Família Real para o Brasil e da Missão Artística Francesa, sucedidos por outros acontecimentos  responsáveis pela mudança do quadro político, econômico e social do país, que refletiram em sua arquitetura.

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Theatro da Paz – PA

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